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Princípios de Auditoria

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Auditoria é definida como “processo sistemático, documentado e independente, para obter evidências da auditoria e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão nas quais os critérios de auditoria são atendidos”.

 

A auditoria se caracteriza pela geração de confiança em alguns princípios que fazem dela uma ferramenta eficaz e confiável de apoio a políticas de gestão e controles, gerando informações que possibilitem as tomadas de decisão para a melhoria do desempenho de uma organização.

 

A aderência a esses princípios é fundamental para o fornecimento de conclusões que agreguem valor (sejam úteis), sejam relevantes e suficientes para a gestão de uma organização. Também possibilita que auditores que trabalham independentemente entre si cheguem a conclusões semelhantes em circunstâncias semelhantes.

 

 

Os princípios da auditoria preconizados pela norma NBR ISO 19011: 2002 são os seguintes:

 

 

(1) Conduta ética

É o fundamento do profissionalismo.

Alguns atributos caracterizam este princípio: Confiança, integridade, confidencialidade e discrição.

Cabe destacar que o conceito de “Ética” é mais amplo e rico do que o de “Moral”. Ética implica em reflexão teórica sobre moral e revisões racionais e críticas sobre a validade da conduta humana, sendo o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado, independentemente das práticas culturais.

Por outro lado, Moral é um conjunto de regras, valores, proibições e tabus que provêm de fora do ser humano, ou seja, que são inoculados, cultivados ou impostos pela política, costumes sociais, religiões ou ideologias.

A moral geralmente é inseparável dos costumes, os quais dependem da época, do clima, da região geográfica ou de circunstâncias específicas. Portanto, a moral é mutável e está diretamente relacionada com práticas culturais.

Para aprofundamento do assunto a “Deontologia” é a ciência que trata do que é devido, necessário, conveniente ou obrigatório em certas circunstâncias.

A ética de uma profissão depende dos deveres ou da “deontologia” que cada profissional aplique aos casos reais que venham se apresentar no âmbito social ou pessoal.

Assim sendo, a “deontologia” representa em conjunto de comportamentos exigíveis dos profissionais, mesmo quando não estejam codificados em uma regulamentação jurídica. A base do comportamento profissional é formada pelas declarações universais adaptadas a cada país ou região.

 

 

(2) Apresentação justa

É a obrigação de relatar fatos e expor conclusões com veracidade, exatidão e precisão.

Constatações, conclusões e outras informações contidas em relatórios de auditoria ou em relatórios de não conformidades, bem como aquelas manifestadas durante o processo de auditoria, devem refletir exatamente as informações coletadas pelos auditores.

Conformidades devem ser expostas com a máxima precisão e exatidão, bem como de forma objetiva e completa.

Opiniões divergentes entre auditores e auditados devem ser tratados com objetividade, mente aberta e firmeza.

No caso de uma divergência permanecer, após a decisão do auditor, o auditado poderá utilizar os canais de apelação disponíveis, cabendo ao auditor esclarecer ao auditado à respeito de tal alternativa.

 

 

(3) Devido cuidado profissional

É a aplicação de diligência e capacidade de julgamento na auditoria. “Diligência” significa zêlo, aplicação, presteza, perseverança... a busca tenaz das informações pertinentes à auditoria.

Junto com a diligência necessária é fundamental ter capacidade para julgamento das questões relacionadas ao escopo e objetivos da auditoria.

Para um julgamento correto é preciso que os auditores conheçam as regras ou requisitos do sistema de gestão da qualidade e dos processos auditados e quem saibam avaliar de modo competente se a conformidade ocorre, caso a caso. Neste ponto, a competência de um auditor é fundamental, nos aspectos de educação, treinamento, habilidade e experiência, que podem incluir: atributos pessoais desejáveis; conhecimento e habilidades genéricas; conhecimento e habilidades específicas.

Dentro dos cuidados profissionais esperados incluem-se a:

-  Apresentação pessoal condizente com o papel de um auditor;

-  Linguagem verbal e corporal adequada a cada situação;

-  Conduta compatível com o esperado de um profissional respeitado;

-  Incorporação dos atributos desejáveis para um auditor competente.

 

 

(4) Independência

Este princípio destaca-se por estar inserido na definição de auditoria, sendo a base para a imparcialidade na condução de uma auditoria e para a objetividade das conclusões de um auditor.

Auditores devem ser independentes das atividades a serem auditadas e, para isso, a norma NBR ISO 9001: 2008 estabelece que “auditores não devem auditar o seu próprio trabalho”.

Os auditores têm que ser e se sentir livres de tendência e conflito de interesse.

Junto com a independência é fundamental que os auditores tenham sempre a “mente aberta” ao longo do processo de auditoria, assegurando que as conclusões da auditoria baseiem-se apenas em evidências objetivas, mesmo que encontradas sob formas práticas eficazes e que um auditor não tenha conhecido em suas experiências anteriores.

 

 

(5) Abordagem baseada em evidência

Representa o método racional para o alcance de conclusões confiáveis e reproduzíveis num processo sistemático de auditoria.

Uma “evidência da auditoria” pode estar sob a forma de registro, apresentação de um fato ou outra forma qualquer de informação, pertinentes aos critérios de auditoria (conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos usados como referência para o auditor fazer seus julgamentos na auditoria) e que sejam verificáveis. Evidências da auditoria podem ser qualitativas ou quantitativas e sempre são verificáveis.

Para a geração de uma “evidência da auditoria” é preciso que sejam analisados, pelos auditores, as “evidências objetivas” pertinentes (dados que apóiam a existência ou veracidade de alguma coisa, podendo serem obtidas através de observações, medições, ensaios ou outros meios).

O resultado da avaliação de uma “evidência da auditoria” coletada, comparada com os “critérios da auditoria”, é denominado de “constatação da auditoria”.

As constatações de uma auditoria baseiam-se na análise de “amostras” das informações disponíveis, uma vez que uma auditoria envolve um conjunto de restrições quanto aos recursos, principalmente com “tempo” e “pessoal”.

O uso apropriado de amostragem está diretamente relacionado com a geração de confiança que possa ser identificada nas conclusões de uma auditoria.

 

Além destes princípios de auditoria convém que os auditores levem em conta as seguintes habilidades para serem por eles trabalhadas  :

 

AUTOCONHECIMENTO :

 

Observar-se é um importante passo para evitar falhas ou problemas de comunicação, atitudes impulsivas ou, até mesmo, respostas agressivas inconvenientes.

Perguntar a si mesmo o que está sentindo e como pode agir de forma diferente, não somente ajuda a controlar as emoções negativas, como também contribui para que as positivas venham à tona.

Autoconhecer-se é saber seus pontos fortes para utilizá-los em benefício de seus objetivos, como também saber seus pontos fracos, para que possa superar dificuldades que os mesmos tragam.

 

ASSERTIVIDADE :

 

É a capacidade de dizer a coisa certa, da melhor forma possível e na hora mais adequada e, de preferência, para a(s) pessoa(s) mais indicada(s) também.

Assertividade, na prática, é o “meio do caminho” entre a passividade e a agressividade.

 

EMPATIA :

 

Principalmente no trabalho em equipe, a capacidade de compreensão tem que ser exercitada, quando cada interlocutor precisa se colocar no lugar do outro para entender seus argumentos. A empatia começa com observação e escuta eficazes.

 

A NBR ISO 19011:2002 ainda destaca os seguintes atributos pessoais desejáveis em um auditor :

 

-  Ético :justo, verdadeiro, sincero, honesto, discreto.

 

-  Mente aberta :disposto a considerar idéias ou pontos de vista alternativos.

 

-  Diplomático :tato para lidar com pessoas.

 

-  Observador :ativamente atento à circunvizinhança e às atividades físicas.

 

-  Perceptivo :instintivamente atento e capaz de entender situações.

 

-  Versátil :capacidade para se ajustar prontamente a diferentes situações.

 

-  Tenaz :persistência dirigida ao alcance dos objetivos.

 

-  Decisivo :capacidade de chegar a conclusões oportunas, baseado em razões lógicas e análise consistente.

 

-  Autoconfiante :capacidade para atuar independentemente, enquanto interage de forma eficaz com as pessoas.

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